sexta-feira, 6 de junho de 2008

"canto por ti Corinthians, canto até ficar rouco..."



Nãopara, não para, não para NÃO!!!!....

Mais uma...perfeito!

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Justiça seja feita - Toninho

*Toninho... boca preta e nariz de borracha!

O Toninho veio morar com a gente dia 21 de abril de 2007. Ele nasceu no dia 24 de janeiro.
É uma mistura de cão com gato. Ele veio preencher os espaços vazios do nosso kinder-apartamento-ovo e conseguiu! Ele é muito querido e carinhoso.
Sempre soubemos que ele era muito especial, mas ficou ainda mais claro quando adotamos a Francisca!
Ele a tomou pra si e tem cuidado dela todos os dias. As vezes até exagera um pouco com a limpeza da bebezinha, mas um ótimo mãe-irmão da pequena!


Francisca Ah!

Ah! "Francisca" em homenagem à São Francisco.
Tive uma gata parecida, mas não tinha máscara. Ela se chamava "Chiquinha".

Depois veio quase caindo aos pedaços, um poodle cinza, mundrungo e velho...só tinha 1 dente, peguei numa avenida, o fedorento... ele se chamou "Chico" e namorou com uma vira-latas jovenzinha que foi atropelada na frente de nossa casa e minha mãe colocou pra dentro do quintal pra cuidar...e ela acabou ficando conosco porque engravidou do véio Chico.

Já que foi assim ela também se chamou "Chica"...

Então vieram os peixes...e o primeiro foi o "Chico Estrela" em homenagem à um cachorro falecido que assim se chamava, ele era um peixe japonês preto zóiudo, mas o pobre peixe era meio véio e morreu, a Aninha ficou triste e nós também, então fomos atrás de um peixinho parecido que se chama "Chiquinho, O Retorno" e é lindo! Mas era todo pretinho e depois de um ano está ficando dourado!!!

Todos ele são minhas crias, outra hora coloco as fotos dos peixes, nossos primeiros animaizinhos!

Eu ficaría muito feliz se ainda pudesse ter um menino, quem sabe, São Francisco?

Imaginem o nome, rs...

Adotei mais uma cria




* Francisca nanando no carrinho de bonecas da Aninha


Dia 26 de abril. Ela tem rostinho triste, mas brinca e faz dengo como uma boa felina sabe bem fazer. Seu nome é Francisca, francisquinha, chiquinha kikinha e tem 3 meses.


determinamos dia 24/02/08 como sua data de nascimento.

Senhora dos Afogados do ANTUNES













***Não posso deixar de falar desse espetáculo impressionante, dirigido po Antunes Filho com o grupo macunaíma. Está em cartaz no SESC Anchieta. O texto é de Nelson Rodrigues e a interpretação do grupo, especialmente da personagem Moema é emocionante, com toda sua frieza... Eu não perdería...


Senhora dos Afogados é uma peça da fase mítica do autor carioca Nelson Rodrigues, centrada no momento em que a tradicional família Drummond, que se vangloria dos mais de 300 anos sem um caso de adultério, desintegra-se, entra num grotesco funeral em que, como carpideiras cínicas, comentam, cheios de ironia e maldade, um coro de vizinhos defensores da hipócrita moral desejada e defendida à “Instituição Família”.

Completando 50 anos de vida, o texto representa uma assustadora profecia que se concretiza no plano real, como está em artigo da revista Veja em que um psicanalista fala do final da estrutura familiar como a conhecemos, ou, para estarmos mais próximos ao assunto do momento, o caso Isabella, o que, em caso de comprovada a culpa do pai e da madrasta da morte da menina, a representação simbólica nefasta para a atual “Instituição Família”, e, no mesmo caso, podemos encontrar a figura do “coro de vizinhos”, transmutados na sociedade guiada pelo corifeu sensacionalista e pré-julgador da mídia.
Posto isso, identificamos quão glacial e necessário é o clima que o encenador nos quer fazer mergulhar. Não é a brisa leve de uma cidade praiana, mas o breu e a desesperadora solidão do alto-mar que é evocada nessa montagem de Senhora dos Afogados.

Hoje

Os Ombros Suportam o Mundo
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Livro "Sentimento do Mundo"

Estou encantada com a realidade que encontro nesse livro de Dummond. É cuidadosamente áspero...chego a sentir um gosto amargo...Mas, exatamente nesses dias tão reais, tão brutos, e tão frágeis, as ilusões não podem me fazer companhia...A esperança se mantém sozinha, mas a vida...hoje é só o presente...só o presente...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Fernando Pessoa - LOUCO - D. Sebastião




LOUCO, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Porisso, onde o areal está
Ficou o meu ser que houve, não o que há.



Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nella ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?




Fernando Pessoa

VOU TENTAR VOLTAR AOS POUCOS...

Marina Lima

Foi no dia 01 de maio no SESC pompéia.
Muito bom ouvir as músicas mais antigas, mas vou postar "Anna Bella" uma música nova, moderna...
Anna Bella
Marina Lima
Composição: Marina Lima/Antonio Cicero

Lá nos primórdios de tudo
Anna Bella me falou
Que não se pode amar sem ser amado, isso não, senhor
Isso é verdade, contudo
Perguntei a ela então
Se o que acontece não segue a regra
Será a vida em vão
Ela riu e disse
é hora do salto mortal
Vital, sobre a cidade,
a burrice e o mal
Eu vi no mapa do mundo
Que Anna Bella desenhou
Que a região do desejo não é exatamente a do amor
Já que é assim me pergunto
Por que as mulheres também não podem ter a sua sauna gay?
Ela riu e disse é hora do salto mortal
Vital, sobre a cidade, a burrice e o mal
Nada é tão simples no mundo
E isso no fundo é melhor
Sempre é de novo a primeira vez
Que encontro o meu primeiro amor
Por tudo, Anna Bella te digo
Que bom mesmo é conhecer
Gente bacana e estimulante
Bem assim como você
Parecida com você
Igualzinha a você