quinta-feira, 19 de março de 2009

SÓ LEMBRANÇAS


Não Se Esqueça de Mim ( Letra )
Nana Caymmi ( Erasmo Carlos )


Onde você estiver,
Não se equeça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver,
não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança,
um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver,
não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver,
não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver
não se esqueça de mim

quarta-feira, 18 de março de 2009

SÓ PARA FALAR DE AMOR...







Pra Falar De Amor
Los Hermanos
Composição: Erasmo Carlos



Dentro de mim


Há tristeza sem fim


E eu preciso encontrar minha paz


Pra sorrir ou chorar


Tanto faz


Pra lembrar de nós dois


E deixar essa dor me deixar te dizer


Ai, como eu gostaria de te encontrar


Pra falar de amor, pra falar..




Ontem pensei que estaria melhor


Sem você, sem nós dois


Poderia viver


O meu mundo se pôs entre recordações


E a vontade de ser novamente seu par


Ai, como eu gostaria de te encontrar


Pra falar de amor, pra falar de amor

terça-feira, 17 de março de 2009

Aos trinta....

Aos trinta tudo pemaneceu igual: aquele velho e gasto sentimento estava no mesmo lugar, os mesmos problemas -desafios e o trabalho a me esperar...
Mas a bagagem da vida a aumentar: brindadeira e criança, paixão e adolescència, fuga e casamento, amor e filho, desilusão e divórcio.... Fazendo me cada dia mais adulta e menos criança...

Nesse dia, dos trinta, o céu amanheceu azul com pássaros a cantar e o sol a brilhar... Me dando de presente a esperença e um amor maior...


Uma amizade sincera!

Para nós

Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de um amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos tivéssemos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.

Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossas mútuas namoradas também estava fora de cogitação, pois um homem não falava de seus amores. Experimentávamos ficar calados — mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.

Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. Minha sincera pobreza revelava-se aos poucos. Também ele, eu sabia, chegara ao impasse de si mesmo.

Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto — eis-nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade.

Queríamos tanto salvar o outro. Amizade é matéria de salvação.

Mas todos os problemas já tinham sido tocados, todas as possibilidades estudadas. Tínhamos apenas essa coisa que havíamos procurado sedentos até então e enfim encontrado: uma amizade sincera. Único modo, sabíamos, e com que amargor sabíamos, de sair da solidão que um espírito tem no corpo.

Mas como se nos revelava sintética a amizade. Como se quiséssemos espalhar em longo discurso um truísmo que uma palavra esgotaria. Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco.

Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou.

Se ao menos pudéssemos prestar favores um ao outro. Mas nem havia oportunidade, nem acreditávamos em provas de uma amizade que delas não precisava. O mais que podíamos fazer era o que fazíamos: saber que éramos amigos. O que não bastava para encher os dias, sobretudo as longas férias.

Data dessas férias o começo da verdadeira aflição.

Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. E, mais que maior, incômoda. Não havia paz. Indo depois cada um para seu quarto, com alívio nem nos olhávamos.

É verdade que houve uma pausa no curso das coisas, uma trégua que nos deu mais esperanças do que em realidade caberia. Foi quando meu amigo teve uma pequena questão com a Prefeitura. Não é que fosse grave, mas nós a tomamos para melhor usá-la. Porque então já tínhamos caído na facilidade de prestar favores. Andei entusiasmado pelos escritórios de conhecidos de minha família, arranjando pistolões para meu amigo. E quando começou a fase de selar papéis, corri por toda a cidade — posso dizer em consciência que não houve firma que se reconhecesse sem ser através de minha mão.

Nessa época encontrávamo-nos de noite em casa, exaustos e animados: contávamos as façanhas do dia, planejávamos os ataques seguintes. Não aprofundávamos muito o que estava sucedendo, bastava que tudo isso tivesse o cunho da amizade. Pensei compreender por que os noivos se presenteiam, por que o marido faz questão de dar conforto à esposa, e esta prepara-lhe afanada o alimento, por que a mãe exagera nos cuidados ao filho. Foi, aliás, nesse período que, com algum sacrifício, dei um pequeno broche de ouro àquela que é hoje minha mulher. Só muito depois eu ia compreender que estar também é dar.

Encerrada a questão com a Prefeitura — seja dito de passagem, com vitória nossa — continuamos um ao lado do outro, sem encontrar aquela palavra que cederia a alma. Cederia a alma? Mas afinal de contas quem queria ceder a alma? Ora essa.

Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos.

A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros.

(LISPECTOR, Clarice. "Felicidade Clandestina", Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
Simples e cru assim...
Te parece familiar?
Clarice acompanha a falta que sinto de você!
Mas não me convence de não querer ver-te mais, rs...
Vamos comemorar com um mês de atraso, mas vou agradecer todo esse dia por sua vida!

TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA!









Feliz Aniversário Gisellinha

sexta-feira, 13 de março de 2009


Hoje acordei um tanto gripada e talves por isso um tanto triste, com vontade de receber um carinho, um colo, um cuidado, um abraço daquelas pessoas que passaram pela minha vida e, que de certa forma, não estão mais ao meu lado. Acordei com vontade de um abraço de minha mãe , hoje, amiga da "Menina de lá", de Guimarães Rosa. Talvez elas estejam brincando, ouvindo histórias e vendo a vida passar aqui embaixo, assim como o vento passa entre os nossos dedos e sonhos. Da mesma forma que um dia ela e tantas outras pessoas passaram por mim. Adélia já me ensinou em seus Prados - o que se ama fica marcado para sempre na memória. Com audácia e respeito, completo: para sempre no coração.

Saudade de vc, Geó, das nossas caipirinhas by Solza acompanhada de seu bom humor que me faz ter dor de barriga de tanto rir e da sua atenção ao me ouvir falar dos meus desamores...

Hoje sou só saudade!!!



WIKIPÉDIA:
Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".
Diz a lenda que foi cunhada na época dos
Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana.

quarta-feira, 11 de março de 2009

IF I FELL





If I fell in love with you,

Would you promise to be true

And help me understand?'

Cause I've been in love before

And I found that love was more

Than just holdin' hands.

If I give my heartTo you,

I must be sureFrom the very start

That youWould love me more than her.

If I trust in youOh, please,Don't run and hide.

If I love you tooOh, please,

Don't hurt my pride like her'

Cause I couldn't stand the pain

And I

Would be sad if our new love

Was in vain.

So I hope you see

That I

Would love to love you

And that sheWill cry

When she learns we are two'

Cause I couldn't stand the pain

And IWould be sad if our new love

Was in vain.

So I hope you see

That I

Would love to love youAnd that she

Will cry

When she learns we are two.

If I fell in love with you.

domingo, 8 de março de 2009

A CORRIDA DO DIA DAS MULHERES...


Acredite essa foto foi tirada logo após o final do circuito!!! Eu estava viva e inteira!!!

Participar pela primeira vez de um circuito foi muito bom... Nunca imaginei me correndo... E aí estive hoje!!! o mais legal foi um circuito só de mulhere... De muitas mulheres (acho que eram mais ou menos 3000 mulheres) correndo por nós Mulheres...

Quando cheguei no local do evento é claro que deu um medinho, até pensei "onde é que fui me meter"... Mas ver todas aquelas mulheres animadas se preparando... estica aqui, alonga ali... Passa creme nas mãos, baton, protetor... arruma o cabelo com uma fitinha etc... Tudo com todo o charme que Deus nos deu de presente...

Já na largada meus batimentos cardíacos já estavam alterado, claro que não pelo cansaço mas pela emoção... pela situação engraçada em que tantas mulheres correndo... e os poucos homens que tiveram coragem de ir lá assistir ou prestigiar a mulher, a filha, a namorada ou a amiga, estavam com uma cara tão engraçada! Talvés assustados com tantas mulheres bonitas, cheias de si, com alto estima elevada e correndo....correndo... Tive que usar uma respiração Yogue para o coração se recompor!!!

Confesso que quando passei pela plaquinha indicadora dos 2Km percorridos pensei "Meu só foram 2 Km e já estou cansada, acho que não vou conseguir.... Mas corendo...correndo fui até a linha de chegada, e com melhor tempo do que eu estava desenvilvendo na acadamia...39min... Acho que o motivo foi ver a placa de chegada a 500 metros e acelerei....

Ganhei uma medalhinha (é melhor dizer todas que completaram o circuito ganharam!!!) de cristal swarovski e fiquei feliz de poder chegar em casa com um presentinho para minha gatinha (de volta ao mundo real!!!) e no caminho de casa passei num restaurante para pegar o almoço, pois além de corredora sou mãe, dona de casa e hoje uma pessoa mais feliz por essa novidade na minha vida!!!







sexta-feira, 6 de março de 2009

Ahhh! Clarice!

"...É curioso como não sei dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo de dizer porque
no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto
como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo...
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre"

Clarice Lispector

CONTAGEM REGRESSIVA...



A MOTIVAÇÃO....

Corre pelas mulheres, não pela nossa igualdade mas pelo nosso grande espaço na sociedade...
É porque já apreendemos que realmente não somos iguais aos homens, claro que não! Fisicamente, emocionalmente e vitalmente somos diferentes, diferentemente especiais...
Então corro por nós mulhere, pela nossa pequena força em dar porradae pela nossa grande força e resistência para fazer e ser tantas coisas ao mesmo tempo e sempre de maneira tão dedicada e carinhosa. e suave.. Corro pelas mães, esposas, amantes e profissionais, jovens, trintonas e senhoras, Por mim e por todas vcs eu corro....


NA CHEGADA...

Corro para a felicinade para a liberdade, para longe da última desilusão e para mais perto de um novo amor...

Corro... e corro....
Até a linha da chegada...